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Operação 'Comando da Lei' cumpre ordens judiciais contra investigados por execução de vítima na frente da mãe, em Cuiabá

07/12/2021 - 19:06
O caso é mais um homicídio fruto do 'tribunal do crime', em que integrantes de uma organização criminosa julgam e decidem pela morte da vítima por descumprimento de regras impostas

Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou na manhã desta terça-feira (07.12), mais uma fase da operação “Comando da Lei”, para cumprimento de dois mandados de busca e apreensão domiciliar relacionados à investigação de um homicídio na Capital cometido por integrantes de uma facção criminosa.

Os envolvidos identificados também estão com mandados de prisão decretados por homicídio qualificado pelo motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, porém, não foram localizados e são considerados foragidos.  

As ordens judiciais foram decretadas pela Justiça com base em investigações do núcleo de repressão aos homicídios praticados por integrantes de organização criminosas da DHPP, que identificaram o envolvimento dos alvos na morte de Rogério Pinheiro de Paula, de 33 anos.

O crime ocorreu no dia 18 de setembro,no bairro Cohab São Gonçalo, em Cuiabá, e teria sido motivado por desentendimentos entre a vítima e membros da facção.

No dia dos fatos, a vítima foi agredida pelos investigados com pedaços de pau e supostamente por uma enxada, em frente a sua residência, ocasião em que conseguiu se desvencilhar das agressões, dando uma facada em um dos agressores e em seguida fugindo para a casa dos pais.

Os criminosos seguiram a vítima, que foi contida na residência e cruelmente executada com três disparos de arma de fogo em frente a sua mãe, que chegou a implorar para que os suspeitos não matassem o filho.

Durante a execução, enquanto um dos crimosos efetuava os três disparos que atingiram a vítima no abdômen, pescoço e cabeça, o outro filmava toda a ação criminosa. Após os fatos, os suspeitos fugiram do local em uma caminhonete Toyota Hilux.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Caio Fernando Alvares Albuquerque, o caso retrata mais um homicídio fruto do “tribunal do crime”, em que integrantes de uma organização criminosa julgam e decidem pela morte da vítima, pelo simples fato de entender que houve descumprimento de regras impostas.

“Após ser espancada com pedaços de pau, a vítima ainda foi perseguida até a casa da sua mãe e friamente executada com projeteis de arma de fogo. Como amostra do ‘prêmio’, o comparsa filma toda a ação em seu celular. Ao final, o executor se vangloriou do seu ato dizendo ‘já fiz o serviço’”, disse o delegado.

 

 

 

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